Quando uma gestação está em curso uma série de emoções e pensamentos povoam as expectativas do casal e, na verdade, de todo entorno familiar. Um bebê à caminho, quando desejado, sugere o estreitamento de muitos laços, envolvendo afetividade, continuidade, compartilhamento, dedicação.
Nesta trajetória de construção daquele que está sendo gestado, os pais e seus íntimos buscam tratar dos preparativos para receber a criança, como por exemplo, o reconhecimento da notícia de gravidez, percebida como surpresa ou como a realização de uma espera; o desejo de saber o sexo e escolher um nome; a percepção de movimentos fetais, concretizando a presença do bebê; a organização financeira e instrumental (exames, medidas de acompanhamento da gestação, escolha do parto) para as diferentes etapas do desenvolvimento o bebê; o ajustamento emocional diante da perspectiva de chegada de um novo membro, configurando-se ou ampliando-se o núcleo familiar; a aquisição do enxoval; a preocupação com a saúde do bebê, ou seja, são muitas as necessidades, expectativas e formas de antecipação que envolvem uma gestação, mas raramente incluímos a previsão de receber notícias difíceis.

Atualmente a medicina fetal contemporânea fornece dados médicos confiáveis e as técnicas de diagnóstico intrauterino mostram-se cada vez mais seguras (Gazzola, Leite & Gonçalves, 2020), no entanto, esta ainda é uma pauta muito delicada e, geralmente temida, configurando-se como um assunto pouco falado, desconfortável para pacientes e médicos.
Se você deseja saber um pouco mais, trataremos deste tema no texto seguinte.

Autora: Dra. Giovana Kreuz – CRP 08/07196
Dra. em Psicologia Clínica pela PUC/SP
Instagram: @kreuzgiovana