Histerossonossalpingografia

Resumo

O que é: A histerossonossalpingografia é um exame ginecológico usado para avaliar a cavidade do útero e a permeabilidade das trompas, geralmente no contexto de investigação de infertilidade. É um procedimento com etapas específicas, realizado por profissional habilitado e com orientação prévia.

Indicações comuns: O exame costuma ser solicitado na investigação de infertilidade ou quando o médico precisa avaliar a cavidade uterina e trompas. A fase do ciclo e a indicação devem ser confirmadas pelo ginecologista.

Preparo: Normalmente há orientações sobre fase do ciclo, exames prévios e documentação. Confirme no agendamento para seguir a orientação correta e reduzir desconfortos.

Duração: o tempo pode variar conforme a avaliação necessária e as condições do exame.

Resultado/laudo: a equipe orienta prazos e forma de entrega no momento do agendamento, conforme o protocolo da clínica.

Como agendar: pelo WhatsApp (44) 99175-5544 (Maringá – PR).

O que é a Histerossonossalpingografia?

A histerossonossalpingografia é um exame ginecológico realizado com ultrassom transvaginal associado à infusão de solução/contraste na cavidade uterina. Ele permite avaliar, em tempo real, o interior do útero e verificar se as trompas estão pérvias (abertas).

É um exame frequentemente indicado na investigação de infertilidade, pois ajuda a identificar fatores anatômicos que podem dificultar a gestação.

Diferente da histerossalpingografia tradicional, esse método não utiliza radiação ionizante, já que é guiado por ultrassom.

Para que serve e o que o exame avalia?

De forma geral, o exame pode auxiliar na avaliação de:

  • Cavidade uterina
  • Passagem do contraste pelas trompas (permeabilidade tubária)
  • Registro de imagens para apoio ao médico solicitante

Entre os principais achados que podem ser investigados estão:

  • Trompas abertas ou obstruídas
  • Pólipos endometriais
  • Miomas submucosos
  • Sinéquias (aderências uterinas)
  • Septo uterino
  • Irregularidades do endométrio

A profundidade da avaliação depende da indicação clínica. Os resultados devem sempre ser interpretados pelo médico, considerando histórico, exame físico e, quando necessário, outros exames complementares.

Quando costuma ser indicado?

O exame é mais frequentemente solicitado:

  • Na investigação de infertilidade
  • Quando há necessidade de avaliar a cavidade uterina
  • Em casos de suspeita de alterações que possam interferir na implantação embrionária

A indicação e o momento ideal do ciclo devem ser confirmados com o ginecologista.

Qual o melhor período do ciclo para realizar?

Em geral, o exame é realizado logo após o término da menstruação e antes da ovulação (aproximadamente entre o 6º e o 12º dia do ciclo, dependendo da duração do seu ciclo).

Isso é importante porque:

  • Reduz o risco de realizar o exame durante uma gestação inicial
  • Melhora a visualização do endométrio
  • Facilita a interpretação das imagens

Por isso, o agendamento costuma considerar a fase do ciclo menstrual.

Como o exame é feito?

O procedimento é realizado por via transvaginal e segue etapas específicas:

  1. A paciente permanece em posição ginecológica.
  2. O médico introduz um espéculo (semelhante ao exame de Papanicolau) e realiza antissepsia do colo do útero.
  3. Um cateter fino é introduzido pelo colo uterino.
  4. O espéculo é removido e inicia-se o ultrassom transvaginal.
  5. A solução/contraste é infundida lentamente pelo cateter.
  6. O médico observa, em tempo real, o preenchimento da cavidade uterina e a passagem do líquido pelas trompas.

As etapas podem variar conforme o protocolo do serviço.

Histerossonossalpingografia x Histerossalpingografia (HSG)

Embora tenham objetivos semelhantes, são exames diferentes.

Histerossalpingografia tradicional (HSG):

  • Realizada com raio-X
  • Utiliza contraste iodado radiológico
  • Envolve exposição à radiação

Histerossonossalpingografia (HyCoSy):

  • Realizada com ultrassom
  • Não utiliza radiação
  • O tipo de contraste pode variar conforme o serviço

Ambos avaliam cavidade uterina e trompas. A escolha depende da indicação médica, histórico clínico e disponibilidade.

Desconforto e cólicas: o que esperar?

Pode haver cólicas durante ou logo após o exame, com intensidade variável. Algumas pacientes relatam apenas desconforto leve; outras podem sentir cólica semelhante à menstrual.

A equipe orienta previamente sobre preparo e possíveis sensações, ajudando a tornar o procedimento mais tranquilo.

Preparo e o que levar no dia

As orientações podem incluir:

  • Confirmação da fase do ciclo
  • Eventuais exames prévios
  • Documentação médica

É importante seguir as instruções recebidas no momento do agendamento para garantir segurança e melhor qualidade das imagens.

Perguntas frequentes

O exame tem radiação?

Não. A histerossonossalpingografia é feita com ultrassom, sem uso de radiação ionizante.

Dói?

Pode provocar cólicas ou desconforto, semelhantes às cólicas menstruais. A intensidade varia de mulher para mulher e costuma ser passageira.

Quem não deve realizar o exame?

Algumas situações exigem adiamento ou avaliação médica prévia:

  • Gravidez confirmada ou suspeita
  • Infecção genital ou pélvica ativa (como suspeita de DIP)
  • Sangramento uterino intenso no momento do exame

Dor pélvica aguda importante ainda sem diagnóstico

O médico sempre avalia o contexto clínico antes de indicar.

O que o exame pode identificar no útero?

O exame pode sugerir alterações como:

  • Pólipos endometriais
  • Miomas submucosos
  • Aderências (sinéquias)
  • Malformações uterinas, como septo
  • Irregularidades no formato ou no preenchimento da cavidade uterina

A interpretação deve ser feita pelo médico, considerando todo o histórico clínico.

É necessário algum preparo?

Sim. O agendamento costuma considerar a fase do ciclo menstrual, possíveis exames prévios e documentação necessária. A equipe orienta tudo antes do procedimento.

Quanto tempo dura o exame?

A duração pode variar conforme as etapas do procedimento e os achados observados. A estimativa é informada previamente pela equipe.

Quando recebo o laudo?

O prazo e o formato de entrega do resultado são orientados no agendamento, de acordo com o protocolo da clínica.

O que significa “trompas pérvias” ou “permeáveis”?

Significa que o líquido infundido passou pelas trompas e houve derramamento para a cavidade pélvica. Esse achado sugere que as trompas estão abertas.

O que significa “obstrução tubária”?

Indica que não foi observada passagem do líquido por uma ou ambas as trompas. Pode ocorrer por:

  • Obstrução proximal (mais próxima do útero)
  • Obstrução distal (na extremidade da trompa)
  • Espasmo tubário, que pode simular obstrução temporária

Nem todo achado de obstrução é definitivo. A avaliação médica é fundamental.

É preciso anestesia?

Normalmente, não. O exame é realizado sem anestesia. Em situações específicas, como dor intensa ou dificuldade técnica, podem ser discutidas estratégias de analgesia.

Posso tomar analgésico antes?

Em alguns casos, o médico pode orientar o uso de anti-inflamatório ou analgésico cerca de 30 a 60 minutos antes do exame para reduzir cólicas. Sempre confirme antes, especialmente se você tiver restrições médicas, alergias ou outras condições de saúde.

Cada dúvida é legítima, principalmente quando envolve fertilidade e planejamento reprodutivo. Informação clara ajuda a transformar incerteza em preparo.

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Endereço: Av. Joaquim Duarte Moleirinho, 2124, Sala 02, Galeria Araucária – Jardim Betty, CEP 87060-391 – Maringá/PR

Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica. Resultados devem ser avaliados pelo médico no contexto clínico. Revisão técnica: Dr. Leandro Valim dos Reis (CRM/PR 17382). Última revisão: 17/02/2026.

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